UMA OUTRA HISTÓRIA A SER CONTADA | No mundo inteiro a juventude tem saído as ruas para demonstrar a sua indignação contra as injustiças do capitalismo e lutar por direitos sociais roubados ou nunca atendidos pela elite mundial! No Brasil muitos jovens também se organizam para lutar por uma outra sociedade! Nesta mesma marcha segue junto a juventude do PSOL! Somos socialistas e libertários, que lutamos por um amanhã sem desigualdades, opressões, exploração, lucro e juros, sem patrões!
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Pesquisa de opinião pública
VOCE É A FAVOR OU CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES DE EMPRESAS ESTATAIS?
62% do eleitorado é contra e apenas 25% a favor.
Veja mais:
O governo tem que ser responsável por todos os serviços públicos:
62% a favor
7% contra
O governo FHC fez bem ou mal em privatizar
telefonia - mal: 55%
estradas - mal: 53%
energia elétrica - mal: 59%
água e esgoto - mal: 59%
O governo Lula fez bem ou mal em privatizar rodovias e ferrovias?
mal: 49%
A privatização melhorou ou piorou os serviços em
Telefonia:
piorou: 51%
melhorou: 37%
Estradas:
piorou: 47%
melhorou: 36%
Energia elétrica:
piorou: 55%
melhorou: 31%
Água e esgoto:
piorou: 54%
melhorou: 29%
Você é a favor ou contra a privatização do Banco do Brasil?
contra: 77%
Caixa econômica federal: 77%
Petrobrás: 78%
Posição em relação às privatizações de acordo com a renda:
Renda de até 300 reais mensais: só 15% a favor
Nordeste: 73% contra
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Reforma ou Revolução (I)
A grande novidade na América do Sul nos últimos 20 anos, não é a consolidação do neoliberalismo nas políticas econômicas e sociais, mas a consolidação da democracia burguesa e de suas instituições. O processo eleitoral para eleger presidentes das repúblicas se tornou comum, mesmo que muitos deles não tenham conseguido completar seus mandatos, como no Brasil, Argentina, Paraguai, Equador, Bolívia, etc. Isto é, a despeito de crises econômicas e levantes populares, as elites conseguiram manter a ordem capitalista sem a intervenção dos militares, momento único na história sul-americana desde a chegada dos espanhóis e portugueses na Conquista.
Se houve crises econômicas, levantes populares, derrubada de presidentes, por que não houve a Revolução Socialista, do tipo clássico*, nesses países? Seria um problema de direção dos partidos socialistas? A Revolução realmente estava no horizonte? Esses são alguns dos questionamentos que atravessam a esquerda sul-americana atualmente.
Em nossa opinião, para entender tais processos, ou interrupção dos processos contestatórios, é preciso considerar duas variáveis: os ciclos econômicos e a ideologia dominante. Sabendo do risco que se corre ao generalizar processos, ainda mais na desigual América Latina, especialmente América do Sul, é possível encontrar pontos comuns no que se refere àquelas duas variáveis.
Os anos 1990 significaram uma nova etapa da América do Sul no cenário econômico internacional, com as aberturas comercial e financeira, possibilitando a esses países o acesso aos mercados financeiros, já globalizados, e a novos produtos tecnologicamente mais sofisticados e complexos. Os ajustes realizados pelos governos locais, cumprindo acordos com o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e o Tesouro e Banco Central Estadunidense, reafirmaram o papel das burguesias internacionais na delimitação das políticas, conduzidas pelas burguesias locais.
Porém, a consolidação do neoliberalismo não aconteceu sem crises econômicas na América do Sul. Todos os países sentiram os efeitos das sucessivas crises que aconteceram na década de 1990, sendo que as principais foram o México em 1995, Sudeste Asiático em 1997, Rússia em 1998 e Brasil em
Essa conclusão, se correta, nos leva à segunda variável anteriormente citada: a ideologia dominante.
A classe trabalhadora, e a esquerda com perspectiva revolucionária, recebeu um duro golpe no ideário socialista no final dos anos 1980: a queda do regime burocrático-socialista do leste europeu. A imagem de fim da História, de que não haveria mais alternativa à economia de mercado e à democracia burguesa foi fartamente utilizada pela direita para deslegitimar movimentos sociais, partidos de esquerda e levantes populares. Aliado a isso, observa-se como os novos produtos, da chamada terceira revolução tecnológica, representaram também um duro golpe na medida em que criou-se a noção de que a classe trabalhadora também se beneficiou no neoliberalismo, tem acesso a internet, telefonia móvel, etc, ou seja, tem algo a perder em caso de uma Revolução Socialista.
Desse ponto de vista, a questão ideológica se tornou, em nossa opinião, a principal força de manutenção da ordem, inclusive mantendo a ordem institucional burguesa. A ideologia neoliberal ainda permite a precarização das relações de trabalho, ao fracionar a classe trabalhadora, alavancando a taxa de lucro média.
Conclui-se, portanto, que a Revolução Socialista, na América do Sul, apesar dos levantes populares, de um modo geral, não estava no horizonte simplesmente porque houve crises econômicas, mais ou menos agudas conforme o país. Ela não estava no horizonte devido à dominação ideológica neoliberal/capitalista sobre a classe trabalhadora. As direções partidárias revolucionárias não fazem simplesmente a transição “crise econômica => Revolução” na classe trabalhadora sem um longo e paciente processo de convencimento ideológico. E esse processo não se dá com o aumento da precarização das condições de vida da classe trabalhadora, pelo contrário, não é com miseráveis que será feita a Revolução Socialista, mas de pessoas convencidas dessa necessidade.
Mas, assim como a Revolução não está no plano das idéias, a ideologia revolucionária só faz sentido quando é concretizada em procedimentos na realidade. Isto é, a melhoria das condições de vida não é um artifício a ser usado na retórica dos socialistas, diante da impossibilidade de plena realização sob o capitalismo, mas a construção do Socialismo passa também por melhorar as condições de vida da classe trabalhadora (emprego, moradia, saúde, transporte, etc.) de forma que essa busca pela melhoria pode ter um caráter revolucionário quando tem uma perspectiva revolucionária.
Nesse sentido, não basta esperar as crises econômicas, que certamente virão, para emplacar a perspectiva revolucionária na classe trabalhadora, é preciso construir esse caminho, através da referência ideológica e da busca pela melhoria das condições de vida da classe trabalhadora.
Mesa do PSOL no congresso da Apeoesp, em Serra Negra
Militantes do PSOL/Campinas estarão presentes para representar o partido e acrescentar argumentos ao debate.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Formação política e de comunicadores no Três Estrelas

Como funciona
A primeira parte do curso consistiu em mostrar a possibilidade de se fazer vídeos caseiros com qualidade e, principalmente, que dialogam diretamente com a realidade deles. Neste primeiro módulo, o grupo exibiu o vídeo da luta pelo passe livre em Campinas. Em seguida, provocou-se o debate acerca da importância da comunicação e a falta de democratização dos veículos midiáticos atualmente.
O debate foi bastante qualificado e os jovens participaram ativamente com questionamentos e colocações relevantes.


Prática
Já no segundo encontro, os jovens saíram para produzir reportagens. Divididos em duas equipes, eles produziram a pauta e saíram pelas ruas do bairro com cinegrafista, produtor, repórter e entrevistados. Todos com orientação e incentivo dos militantes.
Durante a gravação, a repercussão foi inesperada: à medida que as equipes saíram pelas ruas -- uma com a pauta sobre o problema do lixo e a outra a poluição do rio -- os moradores interessaram-se pela atividade e se propuseram a participar ativamente das gravações.
As questões políticas e de luta por melhorias no bairro foram colocadas em pauta e discutidas na rua.
Jornal Três Estrelas
As filmagens foram feitas em formato de reportagem/documentário. Os jovens dedicaram-se bastante e levaram a sério a atividade. Ao final da gravação, eles já tinham nomeado suas produções de "Jornal Três Estrelas".
Em andamento
E não para por aí
A idéia é construir as bases e prepará-los para o segundo módulo. Este consiste, fundamentalmente, em avançar nos debates sobre comunicação; na prática dos jovens comunicadores na produção de audio-visuais; construir um jornal televisivo na escola, na igreja ou qualquer outro ambiente de interação do Três Estrelas; e arrecadar material de mídia que permita a divulgação do filme dos jovens comunicadores que o PSOl está ajudando a formar.
É a juventude do PSOL construindo as bases para a participação popular efetiva.
Participe você também!
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Amanhã: Palestra sobre o escravo Elesbão
No mês da consciência negra, Campinas começa a realizar atividades. Amanhã, dia 7, no Centro de Convivência, haverá uma palestra sobre o Escravo Elesbão. Ministrada pelo pesquisador do movimento negro, Valdir Oliveira, o evento será na sala Carlos Gomes, a partir das 19 horas. O Centro de Convivência fica no Cambuí.
Abertura Semana Glauber Rocha
A abertura da Semana Glauber Rocha teve a apresentação de dois filmes no Museu da Imagem e do Som (MIS): o curta de estudantes da PUC "O Teste" - direção Waldemar Lima e Roteiro Janice Silva de Castro e o consagrado "Deus e o Diabo Na Terra do Sol" do próprio Glauber Rocha.Após a apresentação, Hélio Ázara de Oliveira (pesquisador do IFCH/Unicamp) deu abertura ao costumeiro e gostoso debate do Cine-Club do MIS. Ele falou da importância do autor e também desta obra do Cinema Novo que foi filmada nas vésperas do Golpe Militar de 64. E, portanto, marcada pelo sentimento de esquerda da época de dar voz ao povo brasileiro. Mostra importantes símbolos da cultura e da luta de classe nordestina no período: o vaqueiro, o coronel, a igreja corrupta, o beato e santo Sebastião, o matador (Antônio Matador - Dragão da Maldade) e o Cangaceiro (Corisco - Guerreiro do Céu).
Na sequência o fotógrafo Waldemar Lima falou como foi trabalhar com Glauber e fazer a fotografia do filme. Ressaltou que Glauber tinha a preocupação da fotografia ser parte do roteiro, estar dentro do significado da arte, ao contrário de outros diretores que usam a fotografia para dar glamour ao filme. Portanto a fotografia de "Deus e Diabo na Terra do Sol" dialoga com o contexto social do povo brasileiro, incentivando o telespectador a se sentir parte da dura realidade do sertão e da Caatinga Brasileira.

