UMA OUTRA HISTÓRIA A SER CONTADA | No mundo inteiro a juventude tem saído as ruas para demonstrar a sua indignação contra as injustiças do capitalismo e lutar por direitos sociais roubados ou nunca atendidos pela elite mundial! No Brasil muitos jovens também se organizam para lutar por uma outra sociedade! Nesta mesma marcha segue junto a juventude do PSOL! Somos socialistas e libertários, que lutamos por um amanhã sem desigualdades, opressões, exploração, lucro e juros, sem patrões!
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
As noites de sábado no Sucão (Praça Bento Quirino, Centro) não serão mais as mesmas, pelo menos até o início de setembro. Lésbicas, Gays, Travestis, Transexuais e Bissexuais da cidade têm um encontro marcado com candidatos à prefeitura e à Câmara Municipal de Campinas, sempre a partir das 19h.
O Fórum LGTTB programou debates públicos para que a população conheça os candidatos que dizem ter propostas políticas relacionadas à diversidade sexual. O Fórum também quer que, caso eleitos, o maior número possível de candidatos tomem conhecimento e se comprometam com as demandas desta população.
“O formato dos debates foi planejado para que a praça pública se torne um espaço de reflexão política. As pessoas presentes poderão fazer perguntas e cobrar o comprometimento dos candidatos. Todos poderão ficar frente-a-frente com aqueles que dizem nos defender e que elaborarão leis que ajudem a construir uma sociedade menos homofóbica e mais humana”, diz Tiago Duque, membro do Fórum e do Grupo Identidade.
Segundo Rodrigo Braga, integrante do Identidade e do NuDU da UNICAMP, “todos os partidos e candidatos foram convidados, mas nem todos aceitaram o desafio de estar no meio de travestis, lésbicas e gays, em praça pública. A ausência de candidatos também revela muito sobre o nível de comprometimento que têm conosco e com o combate à homofobia em nossa cidade.”.
Anotem na agenda e compareçam a esta atividade! Escolher o melhor candidato é um passo para transformar a sociedade e diminuir o preconceito.
Programação completa:
16 de agosto – Debate com candidatos/as a Prefeito
A – Paulo Bufalo (PSOL)
23 de agosto – Debate com candidatos/as a Vereador/a:
A - Wilma do Mario Gatti- PSC
B - Braga do OP - PT
C – Prof. Sueli - PT
D - Mariana Conti - PSOL
E - Marcela Moreira - PSOL
30 de agosto - Debate com candidatos/as a Vereador/a:
A - Mococa - DEM
B - Marião - PT
C – Marinho do PT - PT
D - Ruipter - PT
E - Biula - PSOL
06 de setembro - Debate com candidatos/as a Vereador/a:
A – Deco Ribeiro - PCdoB
B - Faveri - PT
C - Marcia Molina - PT
D - Durval de Carvalho - PT
E - Raquel Guzzo - PSOL
F - Arlei – PSOL
Mais informações: 19.32348953, 19. 92929224 (Rodrigo) ou 19.91066456 (Cris)
sábado, 2 de agosto de 2008
Carta aberta so MST
MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA – MST/SP
Jornada de Lutas de julho revela que somente a luta organizada dos trabalhadores(as) promoverá a reforma agrária que o
povo brasileiro necessita!
No dia 21 de julho o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra iniciou mais uma Jornada Nacional de lutas por Reforma Agrária, promovendo mobilizações em vários estados do Brasil.
Em São Paulo, cerca de 400 trabalhadores e trabalhadoras ocuparam a sede da Superintendência Regional do INCRA, juntamente com outros trabalhadores que ocuparam escritórios regionais deste mesmo órgão em cinco municípios do estado, com o objetivo de impulsionar um processo de negociação que permita conquistas ou avanços baseados em uma pauta configurada em três eixos fundamentais, sendo eles:
- Melhoria das condições de vida nos assentamentos que carecem de investimentos em infra-estrutura;
- Assentamento imediato de 1mil e seiscentas famílias acampadas (algumas há pelo menos 5 anos);
- Assistência técnica, fomento à cooperação e agroindústria, para garantir condições básicas na produção de alimentos.
Após interlocuções feitas junto à direção do INCRA, ocorreu no dia 28 de julho uma primeira audiência na qual pudemos detalhar os eixos da pauta de reivindicação. Nesta ocasião, a Superintendência apresentou um orçamento insuficiente para viabilizar o atendimento das demandas apresentadas.
Reconhecendo que, para implementar as políticas públicas emergenciais que caracterizariam um processo efetivo de reforma agrária no estado de São Paulo seria necessário multiplicar os recursos existentes no atual momento, o MST concluiu que o avanço das negociações passou a estar condicionado à ampliação do volume de recursos destinados para a Reforma Agrária.
Sendo assim, o único caminho apontado pela mobilização dos trabalhadores levou a propor a ampliação do processo de negociação, envolvendo a Presidência Nacional do INCRA e o Ministério do Desenvolvimento Agrário, medida tomada em consonância com os desdobramentos da Jornada Nacional de lutas, em especial, com a manutenção da ocupação do prédio da Superintendência Regional do INCRA no estado do Rio Grande do Sul.
No decorrer das tentativas de envolvimento das esferas nacionais no processo de negociação, não obtivemos nenhuma resposta que sinalizasse para a solução do impasse e, concomitante a este posicionamento, o que se encaminhou foi o pedido judicial e a ameaça de reintegração de posse dos prédios públicos ora ocupados.
No bojo desses procedimentos de interlocução, recebemos ainda uma “Proposta de Acordo” por parte da Superintendência do Incra-SP no dia de 31 de julho (quinta-feira), na qual o conteúdo apresentado, além de apenas apresentar um relatório das ações realizadas nos últimos anos, trouxe um planejamento de ações para efetivar o gasto do escasso orçamento já existente. Na nossa avaliação não houve avanços significativos referente ao que havia sido exigido nesta proposta apresentada por escrito.
Nesta tarde de sexta-feira, 01 de agosto, retomamos as negociações e as concluímos por ora com a Superintendência do INCRA com o anúncio por parte do superintendente de que terá à disposição para execução das demandas referentes às obras de infra-estrutura nos assentamentos o montante de R$14 milhões. Além disso, o compromisso de retomar o processo de planejamento das ações juntamente com a comissão de negociação legitimada pela direção do MST/SP. Ainda como resultado de nossa luta, temos o compromisso do Ministério do Desenvolvimento Agrário e INCRA Nacional de receber a comissão nacional de negociação do MST para tratar dos entraves referentes à reforma agrária em âmbito nacional.
Até o início de nossa jornada, o orçamento disponível era na ordem de R$6 milhões (para o item obras). Portanto, o acréscimo destes R$8 milhões é fruto de nossa luta, que não deve cessar enquanto não conquistarmos a reforma agrária de fato neste país.
Diante de todo o caminho percorrido durante esta jornada de lutas, o posicionamento assumido pelo Governo Federal nos revela a já recorrente prioridade de sua política econômica, ou seja, destinar orçamento para investir na política agrícola que beneficia o agronegócio, e reprimir os recursos para as políticas públicas que representam o real interesse da população como a reforma agrária.
Chegamos ao desfecho desta mobilização conscientes de que as pequenas concessões feitas não satisfazem as demandas por reforma agrária no estado de São Paulo, e convencidos de que apenas a organização dos trabalhadores e trabalhadoras em luta por seus direitos é que pode garantir a implementação das conquistas realizadas até então e nos devolver o mínimo de dignidade enquanto trabalhadores que somos.
Um país como o Brasil necessita da reforma agrária para combater as injustiças sociais e ser considerado soberano, enquanto se sujeitar à posição de fornecedor de matérias-primas e agro-exportador que remonta ao caráter colonial da dependência brasileira, esta soberania não será atingida.
Reiteramos que o papel do MST é lutar pela implementação da reforma agrária no Brasil, com isto realizamos nesta jornada apenas o nosso dever de fazer a disputa por recursos orçamentários para efetivar políticas públicas que são de direito dos trabalhadores garantidos pela Constituição Brasileira.
NOS COMPROMETEMOS A JAMAIS ESMORECER E LUTAR SEMPRE!!!
01 de agosto de 2008
MST/SP
segunda-feira, 21 de julho de 2008
MST OCUPA SUPERINTENDÊNCIA DO INCRA EM SÃO PAULO
Durante o ano, diversas jornadas buscaram em todo o país chamar atenção para a questão agrária. No entanto, apesar das negociações, a reforma agrária está parada. Cerca de 150 mil famílias continuam acampadas em todo o país. A falta de infra-estrutura e assistência técnica nas áreas de assentamentos continuam sendo um problema; os trâmites internos para os processos de desapropriação permanecem vagarosos; os poucos investimentos do governo não têm modificado a situação de risco que as famílias do campo se encontram.
Em São Paulo, 1.600 famílias permanecem acampadas, e outras 700 não tiveram acesso a crédito e infra-estrutura para terem possibilidade de sobreviver do trabalho no campo.
O governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva herdou uma Medida Provisória editada na gestão de Fernando Henrique Cardoso que impede a vistoria e a desapropriação de propriedades rurais ocupadas. A MP 2.027-38, editada em maio de 2000, tem como objetivo reverter o número de ocupações de terra no país. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra exige a revogação dessa MP que é totalmente contrária aos avanços da Reforma Agrária.
A assistência técnica nas áreas de assentamento garantem melhorias na produção, por meio da organização que influencia o resultado final do produto. A não destinação de recursos para a assistência técnica, até o momento, por parte do Incra, prejudica a renda de milhares de famílias assentadas.
A falta de infra-estrutura não garante questões básicas aos assentados, tais como boas condições das estradas, além da garantia de água e luz para os trabalhadores e trabalhadoras do campo.
Os poucos investimentos do governo e a falta de uma linha de crédito, por sua vez, também impedem avanços questão. Isso faz com que a agricultura familiar seja prejudicada, e quem mais tem problemas com isso é o próprio mercado interno, que sofre com a crise de alimentos. No período de 30 anos, que teve início na década de 70, cerca de 700 mil pessoas deixaram o campo. O fato mais alarmante é que esse processo segue em andamento.
O governo tem dado prioridade ao agronegócio, que avança sobre o território brasileiro, conquistando terras que deveriam ser destinadas aos trabalhadores rurais. Só o Banco do Brasil emprestou 7 bilhões de dólares para 13 grupos econômicos investirem na produção para exportação, enquanto os assentamentos não recebem investimento suficiente.
Além de tudo isso, os movimentos sociais ainda sofrem uma ofensiva por parte do Estado, do poder judiciário e das milícias privadas. Os trabalhadores e trabalhadoras rurais são perseguidos, mortos e sofrem violência física. A luta pela Reforma Agrária não pode ser tratada como caso de polícia. Os movimentos sociais não podem ser criminalizados para que o agronegócio prevaleça em nosso país.
sábado, 19 de julho de 2008
Socialismo do Século XXI
| Os socialistas não encontram dificuldades para criticar o capitalismo. Por mais acerbas que sejam, as críticas são bem recebidas pelas platéias populares e estudantis. O problema surge quando alguém pergunta: que solução tem o socialismo para o problema da liberdade? Nessa hora, de nada adianta fazer a surrada distinção entre a liberdade real que as pessoas desfrutam nos regimes socialistas e a liberdade formal garantida nas constituições burguesas. Essa resposta não cola porque é uma forma de ladear a dificuldade. Uma coisa é poder reclamar da atuação do administrador do bairro, da qualidade da comida da cantina, dos critérios do chefe da seção da fábrica; outra, muito diferente, é reunir pessoas na praça pública para protestar contra as políticas públicas do governo ou escrever no jornal contra essas políticas. Mas este é o tipo de liberdade que todos querem e que as várias experiências de concretização da proposta socialista não conseguiram oferecer. O homem é um animal político e quer participar das decisões que afetam a sua vida na polis, de modo que, enquanto os socialistas não forem capazes de dar uma resposta concreta à questão da liberdade política, não será possível fazer o socialismo avançar. Para enfrentar essa questão, é preciso agir simultaneamente em dois planos: - no plano do pensamento, é preciso passar a limpo as experiências socialistas, sem preocupação apologética e sem capitular diante da crítica desonesta dos seus adversários; - no plano da prática política, é preciso criar organizações socialistas - partidos, sindicatos, movimentos populares - que desenvolvam em seu interior uma cultura democrática de maneira a sancionar eticamente qualquer limitação à liberdade. Organizações que funcionem dessa maneira, pré-figurando o socialismo do século XXI, encontrarão facilmente as modalidades jurídicas de assegurar plena liberdade das pessoas na ordem socialista, seja qual for o contexto político do momento da ruptura do regime burguês. E o exemplo desse tipo de funcionamento, durante a longa fase de reconstrução da proposta socialista, valerá mais do que cem discursos para convencer as pessoas de que só no socialismo se pode falar verdadeiramente em liberdade, porque só o socialismo satisfaz a condição da igualdade, sem a qual as liberdades formais da ordem burguesa não passam de ficção. Plínio de Arruda Sampaio |
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Operário em Construção
Era a sua escravidão.
Um operário em construção.
Exercer a profissão.
Coisa que fosse mais bela.
A dimensão da poesia.
Na sua resolução.
E ao dizer isso sorria.
Da construção que crescia.
E o operário disse: Não!
Não podes dar-me o que é meu.
Vinícius de Moraes
