UMA OUTRA HISTÓRIA A SER CONTADA | No mundo inteiro a juventude tem saído as ruas para demonstrar a sua indignação contra as injustiças do capitalismo e lutar por direitos sociais roubados ou nunca atendidos pela elite mundial! No Brasil muitos jovens também se organizam para lutar por uma outra sociedade! Nesta mesma marcha segue junto a juventude do PSOL! Somos socialistas e libertários, que lutamos por um amanhã sem desigualdades, opressões, exploração, lucro e juros, sem patrões!
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Passe-Livre Já!
Serão panfletagens, atos de rua, "catracassos" (ato de pular a catraca), intervenções artísticas, debates públicos entre tantas outras ações que pautarão nas ruas do Brasil a necessidade de um outro modelo de transporte, de uma outra cidade, de uma outra maneira de se organizar e lutar por seus direitos.
Sem a plena efetivação desse direito, milhares de pessoas não tem acesso à escola, ao lazer e à saúde pública por simplesmente não terem dinheiro para pagar a tarifa.
"A cidade só existe para quem consegue se movimentar por ela".
VITÓRIA! Trabalhadores da Flaskô e Apoiadores conseguem religar a energia elétrica!
A reunião convocada pela Superintendência do Ministério do Trabalho, a pedido dos trabalhadores da Flaskô, terminou com o compromisso da CPFL em religar a energia elétrica nesta sexta-feira (24/10). O corte havia sido feito há uma semana, sem aviso-prévio e rompendo as negociações entre as partes, que estava se desenvolvendo com a intermediação da própria Superintendência. Mas, após a pressão dos trabalhadores e apoiadores da fábrica ocupada Flaskô - inclusive com realização de ato público em frente à CPFL, e com a campanha de moções de repúdio contra o ocorrido - a companhia foi obrigada a voltar atrás e, além de restabelecer o fornecimento de energia elétrica, retomou as negociações exatamente de onde elas pararam.
mais informações click aqui!
domingo, 19 de outubro de 2008
Movimentos sociais fazem protestos em 12 estados por soberania alimentar
A Via Campesina e a Assembléia Popular fizeram protestos em doze estados para denunciar a responsabilidade do agronegócio e das empresas transnacionais da agricultura pela elevação dos preços dos alimentos e em defesa da soberania alimentar e da pequena agricultura, nesta quinta-feira (16/10). Foram realizadas atividades e protestos no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato Grosso, Espírito Santo, Paraíba e Minas Gerais.
No Brasil, a cesta básica exige 52,8% do salário mínimo, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Com o encarecimento do preço, os alimentos vão consumir uma fatia ainda maior da renda da população. “Os produtos agrícolas passaram a ser commodities, que agora são vendidas nas bolsas de valores em ações. Grandes especuladores controlam 60% do trigo, por exemplo. A alta do preço dos produtos agrícolas tem origem na especulação financeira. Esses produtos são vendidos a seis ou sete vezes mais caros nas bolsas, sem em muitos casos existirem”, afirma Egidio Brunetto, da coordenação da Via Campesina.
Os movimentos sociais propõem como alternativa ao aumento do preço dos alimentos a aplicação, pelo Estado, de políticas públicas para infra-estrutura e assistência técnica em assentamentos e pequenas propriedades, que produzem 70% da cesta básica brasileira. Dessa forma, o país vai garantir sua soberania alimentar, que é a capacidade de cada país, região e municípios de produzir a quantidade necessária de alimentos para a população. Atualmente, o Brasil precisa importar produtos agrícolas e suas diversas regiões precisam fazer trocas entre si..
PROTESTOS
No Rio Grande do Sul, 10 mil trabalhadores urbanos e rurais fizeram protesto em frente ao Supermercado Nacional, da rede Wall-Mart, a maior rede varejista do mundo, em Porto Alegre. Os movimentos sociais e sindicais denunciam que grandes transnacionais como a Wall-Mart, Bunge e Cargill são responsáveis pelo aumento dos preços dos alimentos, através da especulação financeira.
À tarde, Porto Alegre se tornou cenário de violência, com bombas de gás lacrimogênio, cassetetes e balas de borracha contra manifestantes. A governadora Yeda Crusius tentou impedir que os dez mil manifestantes da Jornada de lutas por Soberania Alimentar realizassem um ato na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini.
Após marcharem desde o Parque da Redenção, no centro da cidade, os manifestantes foram impedidos de entrarem na praça que reúne os três poderes gaúchos. Dezessetes pessoas ficaram feridas na ação da Brigada Militar, novamente coordenada pessoalmente pelo Comandante Paulo Mendes. Apesar da ação policial, movimentos sociais e sindicais conseguiram entrar na praça, após uma negociação entre parlamentares e o Governo do Estado.
No Paraná, cerca de 1.000 camponesas da Via Campesina, Assembléia Popular e Movimento Popular de Mulheres de Sarandi liberaram, pela manhã, cancelas de seis praças de pedágios. Os pedágios são um dos principais entraves para a pequena agricultura, que encarecem a distribuição dos produtos agrícolas, prejudicando os produtores no campo e os consumidores nas cidades. As cancelas foram liberadas nas praças de São Luiz do Purunã, Cascavel, Imbaú, Ortigueira, Marialva e São Miguel do Iguaçu.
Em São Paulo, aconteceram atos em quatro municípios, em defesa da Reforma Agrária e da pequena agricultura. Na capital do estado, cerca de 600 pessoas da Assembléia Popular, MST e MTST fizeram uma marcha na região da Avenida Paulista. Os manifestantes fizeram um ato no estacionamento do supermercado Extra, na Brigadeiro Luís Antônio, para denunciar que grandes empresas estão controlando a comercialização e o preço dos alimentos. No ato, o MST distribuiu à população arroz produzido em um assentamento da Reforma Agrária. “Nós produzimos alimentos para a população, enquanto as grandes empresas da agricultura e supermercados produzem lucro, pobreza e fome”, afirma José Batista, da coordenação do MST.
Em Itapeva, cerca de 150 pessoas ocuparam a sede do Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) para exigir que seja acelerado o processo de assentamento das famílias da região, além de estrutura para os acampamentos e uma audiência com o Governo do Estado.
Em Presidente Prudente, na região do Pontal do Paranapanema, 500 pessoas se manifestaram no pátio do Itesp em busca da regularização das famílias que estão vivendo à beira da estrada, além de mais acesso aos créditos para a Reforma Agrária. Na região do Vale do Paraíba, em São José dos Campos, 200 pessoas ocuparam pela manhã um supermercado para protestar contra a crise dos alimentos. Depois, foi realizada uma marcha em direção ao centro da cidade para realização de um ato.
Na região de Campinas, interior do estado, 200 manifestantes fizeram protesto contra a crise alimentar e pela defesa dos diretos. Também foi realizada uma distribuição de alimentos simbólica, em forma de protesto.
Em Pernambuco, camponeses e camponesas da Via Campesina realizaram em três regiões atividades em defesa da Soberania Alimentar. No Recife, a Via Campesina e a Marcha Mundial das Mulheres fizeram panfletagem e distribuição de alimentos no Bairro de Água Fria. As organizações realizaram ato em frente ao McDonald's, da Rua 7 de Setembro. Em Carpina, a Via Campesina realiza uma feira agroecológica e, na região do Sertão do São Francisco, aconteceram debates sobre soberania alimentar em universidades e escolas.
No Rio de Janeiro, mulheres do campo e da cidade fizeram marcha na capital para denunciar a responsabilidade do agronegócio na elevação do preço dos alimentos. O ponto alto da manifestação aconteceu em frente ao supermercado Sendas da Rua do Riachuelo. Os manifestantes pararam em frente à empresa e estenderam um longo tapete-painel com frases de denúncia em relação à alta dos preços dos alimentos. À tarde, mulheres da Via Campesina fizeram manifestação em Belford Roxo, marchando em direção à Bayer, umas das maiores empresas do agronegócio, com a produção de insumos agrícolas.
"A Bayer é uma transnacional que domina grande parte das sementes e agrotóxicos comercializados no país. É combatendo a produção de veneno que nós fazemos essa manifestação como um contraponto. A Bayer é uma transnacional que monopoliza a produção de sementes, usa os venenosos agrotóxicos, rouba nossas riquezas e explora os trabalhadores brasileiros", conta Eliana Souza, direção estadual do MST.
No Ceará, 350 manifestantes partiram pela manhã do Mercado São Sebastião, um local simbólico de comercialização de produtos da agricultura camponesa em Fortaleza, e seguiram em marcha ao supermercado Bom Preço, da rede Wal-Mart.
No Rio Grande do Norte, cerca de 300 pessoas marcharam até o Idema (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente) para reivindicar a desocupação da empresa RC Química da área de preservação ambiental no assentamento São Sebastião. Logo depois, cerca de 300 pessoas marcharam até dois supermercados Hiper, onde foram realizados atos pela soberania alimentar.
“Os atos nos supermercados foram bem positivos. O envolvimento de diversos movimentos demonstra que o problema da soberania alimentar não é só do campo. Estamos construindo boas lutas com os companheiros da cidade e dos sindicatos”, conclui Cícero Araújo, da coordenação do MST no estado. As mobilizações em torno do Dia Internacional da Luta pela Soberania Alimentar no Rio Grande do Norte tiveram início na terça-feira, quando cerca de 200 pessoas ocuparam a superintendência do Incra, em Natal.
No Maranhão, cerca de 500 trabalhadores rurais estão acampados na Praça de Fátima, no centro de Imperatriz, em defesa da soberania alimentar e da Reforma Agrária. “Só a Reforma Agrária pode garantir a soberania alimentar do povo”, afirma Noé Rodrigues, da coordenação da Via Campesina.
Os manifestantes fizeram marcha pelo centro da cidade até o Incra para cobrar o assentamento das 2800 famílias acampadas e investimento público para produção agrícola e obras de infra-estrutura nos assentamentos. No começo da noite, acontece um ato público com a sociedade civil.
No Espírito Santo, uma equipe do MST realizou audiência com o Incra para discutir o andamento do processo do assentamento Otaviano de Carvalho, com o apoio de diversos setores da sociedade. Desde o começo da semana, acontecem seminários sobre a crise dos alimentos e a questão dos transportes, com a Via Campesina e Intersindical.
No Mato Grosso, mulheres da Via Campesina fizeram ato em Campo Verde (131 quilômetros de Cuiabá) para marcar o Dia Internacional de Soberania Alimentar, com a distribuição de alimentos produzidos nas áreas da Reforma Agrária.
Na Paraíba, Assembléia Popular e Via Campesina realizaram uma marcha pelo centro de João Pessoa contra o aumento do preço dos alimentos e da energia elétrica, que consomem parte substantiva da renda dos trabalhadores.
Em Minas Gerais, cerca de 400 pessoas da Assembléia Popular abriram diálogo com a sociedade sobre a questão dos preços elevados dos alimentos, o preço da energia e a criminalização da pobreza. Para esta sexta-feira, está prevista uma marcha no centro de Belo Horizonte, denunciando uma das grandes redes de supermercado do país.
Ainda estão previstos atos para esta sexta-feira. O 16 de outubro é Dia Mundial da Alimentação, definido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Dia Internacional em Defesa da Soberania Alimentar, da Via Campesina, quando organizações camponesas, movimentos de mulheres, ambientalistas e consumidores fazem manifestações em o todo mundo para denunciar problemas e apresentar propostas.
A Assembléia Popular é um espaço de articulação de movimentos sociais urbanos, comunidades locais, pastorais, igrejas, sociedade civil e redes de organização popular. A Via Campesina é uma coalizão de movimentos do campo, formada por MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), MMC (Movimento das Mulheres Camponesas), MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores), CPT (Comissão Pastoral da Terra), Abra (Associação brasileira de reforma agrária), Feab (Federação dos Estudantes de Agronomia), PJR (Pastoral da Juventude Rural), indígenas e quilombolas.
Informações à imprensa
Igor Felippe - 11-3361-3866
Maria Mello - 61-8464-6176
Mariana Duque - 21-9736-3678
Soberania alimentar e a agricultura
João Pedro Stédile, economista, integrante da coordenação nacional do MST e da Via Campesina, e Dom Tomás Balduíno, bispo emérito da Diocese de Goiás, conselheiro permanente da CPT (Comissão da Pastoral da Terra), órgão vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil),
(Artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 16-10-2008.)
Em 1960, havia 80 milhões de seres humanos que passavam fome em todo o mundo. Um escândalo! Naquela época, Josué de Castro, que agora completaria 100 anos, marcava posição com suas teses, defendendo que a fome era conseqüência das relações sociais, não resultado de problemas climáticos ou da fertilidade do solo.
O capital, com as suas empresas transnacionais e o seu governo imperial dos Estados Unidos, procurou dar uma resposta ao problema: criou a chamada Revolução Verde. Ela foi uma grande campanha de propaganda para justificar à sociedade que bastava "modernizar" a agricultura, com uso intensivo de máquinas, fertilizantes químicos e venenos. Com isso, a produção aumentaria, e a humanidade acabaria com a fome.
Passaram-se 50 anos, a produtividade física por hectare aumentou muito e a produção total quadruplicou em nível mundial. Mas as empresas transnacionais tomaram conta da agricultura com suas máquinas, venenos e fertilizantes químicos. Ganharam muito dinheiro, acumularam bastante capital e, com isso, houve uma concentração e centralização das empresas. Atualmente, não mais do que 30 conglomerados transnacionais controlam toda a produção e comércio agrícola.
Quais foram os resultados sociais?
Os seres humanos que passam fome aumentaram de 80 milhões para 800 milhões. Só nos últimos dois anos, em função da substituição da produção de alimentos por agrocombustíveis, de acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), aumentou em mais 80 milhões o número de famintos. Ou seja, agora são 880 milhões.
Nunca a propriedade da terra esteve tão concentrada e houve tantos migrantes camponeses saindo do interior e indo para as metrópoles e mudando de países pobres para a Europa e os Estados Unidos. Somente neste ano, a Europa prendeu e extraditou 200 mil imigrantes africanos, a maioria camponeses.
Há oito milhões de trabalhadores agrícolas mexicanos nos Estados Unidos. Setenta países do hemisfério sul não conseguem mais alimentar seus povos e estão totalmente dependentes de importações agrícolas. Perderam a auto-suficiência alimentar, perderam sua autonomia política e econômica.
O pior é que, em todos os países do mundo, os alimentos chegam aos supermercados cada vez mais envenenados pelo elevado uso de agrotóxicos, provocando enfermidades, alterando a biodiversidade e causando o aquecimento global. Isso acontece porque as empresas transnacionais padronizaram os alimentos para ganhar em escala e lucros. Os alimentos devem ser produzidos de acordo com a natureza, com a energia do habitat.
A comida não pode ser padronizada, uma vez que faz parte de nossa cultura e de nossos hábitos. Diante disso, qual é a saída? O Estado, em nome da sociedade, deve desenvolver políticas públicas para proteger a agricultura, priorizando a produção de alimentos. Cada município, região e povo precisa produzir seus próprios alimentos, que devem ser sadios e para todos. Assim nos ensina toda a história da humanidade. A lógica do comércio e intercâmbio dos alimentos não pode se basear nas regras do livre mercado e no lucro, como pretende impor a OMC.
Por isso, consideramos o alimento um direito de todo ser humano, e não uma mercadoria, como, aliás, já defende a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Cada povo e todos os povos devem ter o direito de produzir seus próprios alimentos. Isso se chama soberania alimentar. Não basta dar cesta básica, dar o peixe. Isso é a segurança alimentar, mas não é soberania alimentar. É preciso que o povo saiba pescar!
No Brasil, com um território e condições edafoclimáticas tão propícias, não temos soberania alimentar. Importamos muitos alimentos, do exterior e entre as regiões do país. Mesmo em nossas "ricas" metrópoles, o povo depende de programas assistenciais do governo para se alimentar. A única forma é fortalecer a produção dos camponeses, dos pequenos e médios agricultores, que demandam muita mão-de-obra e têm conhecimento histórico acumulado.
A chamada agricultura industrial é predadora do ambiente, só produz com agrotóxicos. É insustentável a longo prazo. Por isso, neste 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação, as organizações camponesas, movimentos de mulheres, ambientalistas e consumidores faremos manifestações em o todo mundo para denunciar problemas e apresentar propostas para que a humanidade, enfim, resolva o problema da fome no mundo.
João Pedro Stédile e Dom Tomás Balduíno
Crise?
Afinal de contas, que crise é essa?
O que significa? Quais são as consequências
e impactos no Brasil? O que devemos esperar
e como nos preparar para o que está por vir?
Debatedores:
Paulo Arantes (Filosofia – USP)
Christy Pato (Economia – PUC)
Leda Paulano (Economia – USP)
Osvaldo Coggiola (História – USP)
Data: 07/11 (sexta) - 18 H
Local: Sala 8 da Sociais - FFLCH
(Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - USP)
Syngenta cede área de experimentos ilegais de transgênicos para Estado do Paraná
Via Campesina ocupa três vezes a área e, após mais de dois anos de luta e resistência, expulsa empresa do oeste do estado
.
A transnacional suiça Syngenta Seeds assinou a escritura de cessão da área de 127 hectares usada para a realização de experimentos transgênicos ilegais, em Santa Tereza do Oeste, no Paraná, nesta terça-feira hoje (14), durante a Escola de Governo do Paraná. A área, ocupada três vezes por famílias da Via Campesina, foi palco do assassinato de Valmir Mota de Oliveira, conhecido como Keno, em 21 de outubro de 2007.
Segundo o governador do Estado, Roberto Requião (PMDB), o local será administrado pelo IAPAR (Instituto Agronômico do Paraná), que vai se dedicar a produzir e multiplicar sementes crioulas que serão distribuídas aos pequenos agricultores do Paraná e enviadas aos países pobres que foram devastados pelos recentes furacões.
A Via Campesina espera ser parceira do projeto com o governo estadual, que irá transformar o local em um Centro de Referência de Sementes Crioulas. Desde a primeira ocupação da área, em março de 2006, a entidade defende essa proposta. Além disso, a colisão de movimentos do campo faz o compromisso de seguir na luta para a construção de um projeto soberano para a agricultura camponesa, fundamentado na agroecologia, no respeito aos camponeses, na preservação da biodiversidade e na soberania alimentar como um princípio necessário de sobrevivência da humanidade.
Cronologia ocupação área da Syngenta
Março de 2006 - A Ong Terra de Direitos recebe denúncias que a Syngenta cultivava experimentos ilegais de soja e milho transgênico dentro da zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu, em Santa Tereza do Oeste. As denúncias são encaminhadas ao Ministério Público e a Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), e confirmadas por vistoria do próprio Ibama, constando o crime em cerca de 12 hectares no campo de experimento da empresa, á 6 km do Parque Nacional do Iguaçu.
14 de março de 2006 – 600 camponeses da Via Campesina ocupam o campo experimental da transnacional, Syngenta Seeds, em Santa Teresa do Oeste, com objetivo de fortalecer a denúncia de experimentos ilegais de transgênicos. O local foi transformado no "Acampamento Terra Livre". A ocupação aconteceu durante o 3º Encontro das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança (MOP-3) e da 8ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-8), em Curitiba. Após a ocupação a transnacional foi multada pelo Ibama em R$ 1 milhão, por praticar experimentos e plantio de soja e milho transgênicos próximo ao uma unidade de conversação, o que era proibido pela Lei de Biossegurança nº 11.105/2005).
Outubro de 2006 – Devido a um mandato de reintegração de posse, os camponeses da Via Campesina são obrigados a desocupar a área, montando acampamento em frente ao local, nas margens da PR-163.
Novembro de 2006 – O governador do Paraná, Roberto Requião desapropria a área da Syngenta para a implantação de um Centro de Pesquisa e Estudo em Agroecologia. Na época mais de 170 entidades do Brasil e do exterior apoiaram a desapropriação do local.
Fevereiro de 2007 – As famílias da Via Campesina reocuparam a área. Época em que o Tribunal de Justiça do Paraná também concedeu liminar de reintegração de posse à Syngenta e suspendeu os efeitos do decreto de desapropriação do campo experimental, do Governador do Paraná.
20 de abril 2007 – Em uma decisão de lobby pró-transgênicos, por unanimidade os desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná suspendem definitivamente o decreto de desapropriação de Requião.
18 de julho de 2007 – Devido à nova reintegração de posse, as 70 famílias da Via Campesina foram obrigadas a desocuparam a área, permanecendo acampadas em frente ao campo de experimentos.
20 de julho - Seguranças armados da "NF Seguranças", empresa contratada pela Syngenta e ligada a Sociedade Rural Oeste (SRO), invadiram lotes no assentamento Olga Benário, efetuando disparos e ameaçando as famílias assentadas. Na época, a Via Campesina denunciou as ameaças a Polícia Federal, Ouvidoria Agrária Nacional e Estadual, e à Secretaria de Segurança Pública do Paraná.
21 de outubro de 2007 – A Via Campesina reocupa o campo de experimentos, dia que é assassinado o militante Valmir Mota de Oliveira (o Keno), durante ataque de uma milícia armada, identificada como "seguranças da empresa NF", contratada pela Syngenta, ao acampamento "Terra Livre", que deixou mais cinco trabalhadores gravemente feridos.
Junho de 2008 – Devido às inúmeras batalhas judiciais e reintegrações de posses concedidas à Syngenta pela justiça do Paraná, os camponeses/as são novamente obrigados a desocupar a área.
21 de outubro de 2008 – Um ano de assassinato do militante da Via Campesina Valmir Mota de Oliveira.
A Via Campesina exige justiça em relação ao caso, e luta para que os responsáveis do ataque contra os camponeses/as sejam punidos.
COORDENAÇÃO DA VIA CAMPESINA NO PARANÁ
sábado, 11 de outubro de 2008
MOSTRA ERNESTO GUEVARA, TAMBÉM CONHECIDO COMO CHE
MOSTRA ERNESTO GUEVARA, TAMBÉM CONHECIDO COMO CHE
À propósito do lançamento da obra homônima, do historiador mexicano Paco Ignácio Taibo II, o ciclo de documentários e palestras apresenta a história e atualidade de pensamento revolucionário de Che Guevara, que se transformou num ícone do socialismo na América Latina e no mundo.
Especialistas, nacionais e internacionais, companheiros de luta, cineastas e outros, discutem sua figura, atuação e pensamento diante dos desafios atuais e como os propósitos que nutriam seu ímpeto revolucionário seguem imprescindíveis ainda hoje: Solidariedade, Justiça Social, Liberdade, Soberania Política e Reforma Agrária.
CHE GUERRILHEIRO
23/10 quinta feira - Livraria Cultura Market Place
19hs - Un relato sobre el jefe de la columna 4, Sergio Girall, 37 min. Conversa com Eusebio Tapia Aruni, ex-guerrilheiro que esteve lutou ao lado de Che na Bolívia.
ERNESTO GUEVARA DE LA SERNA
24/10 sexta feira - Livraria Cultura Market Place
19hs - Personal CHE, de Douglas Duarte e Adriana Marino, 87 min
Quien és Che Guevara?, Maureen Bisilliat, 10 min.
Bate papo com Maureen Bisilliat, que dirige o pavilhão da criatividade no Memorial da América Latina, e Maria del Carmen Ariet, que dirige centro de memória sobre Che de Havana, Cuba.
CHE HISTÓRIA VIVA
25/10 sábado - Memorial da América Latina - Cine Conexões
Auditório da Biblioteca
19hs – Che onde nunca o imaginaram, 45 min, palestra com Maria del Carmen Ariet e Eusébio Tapia Aruni.
CHE HOJE E A REFORMA AGRÁRIA
26/10 domingo - Memorial da América Latina - Cine Conexões
Auditório da Biblioteca
19h - Constructor cada dia, compañero, Pedro Chaskel, 23min.
Nas terras do Bem Virá, 110 min, Alexandre Rampazzo
Conversa com Alexandre Rampazzo e Marijane Lisboa (Professora da PUC e membro da AAO).
QUANDO PENSO EM CHE
Memorial da América Latina – Cine Conexões
Pavilhão da Criatividade
1/11 sábado
15h – Che, hoy y siempre, Pedro Chaskel, 10 min.
Cuando Pienso en el Che, Gianni Mina, 47 min.
2/11 domingo
15h – Entrevistas com Orlando Borrego, Fernando Martinez Heredia e Aleida Guevara (sem legenda) realizadas por Maureen Bisilliat – que dirige o Pavilhão da Criatividade no Memorial da América Latina.