terça-feira, 9 de outubro de 2007

Semana "40 anos sem Che" - PSOL Campinas

O PSOL Campinas está organizando uma semana de programação com o tema "40 anos sem Che". Os organizadores prepararam três dias de Mostra de Vídeo, um debate com autoridades no assunto e uma noite de festa cubana com bebidas e danças do país.

De 15 a 17 de outubro
Mostra de filmes no MIS (Museu da Imagem do Som) de Campinas, às 19hs.
Rua Regente Feijó, 859 - Centro

Dia 18 de outubro
Debate no salão vermelho da prefeitura de Campinas, às 18h30.

Temas:
A atual conjuntura da América Latina;
Histórico de Che Guevara
E a questão da criminalização dos movimentos sociais

Debatedores:
Carlos Trejo
Cônsul de Cuba

Marcelo Buzeto
Pesquisador do núcleo de estudos latino-americanos na fundação Santo André e do MST - SP.

Rafael Moya
Movimento paulista de solidariedade a Cuba

Marcela Moreira
vereadora do PSOL em Campinas

22hs - Festa Cubana
Com a presença do grupo "Los Guajiros".
No "Bar Na Lata", rua Américo Brasiliense, 295 - Cambuí

Programação Geral


Programação e sinopse dos filmes



Debate "40 anos sem Che" em São Paulo

Do PSOL Estadual

Para a próxima quarta, dia 17, às 19hs, o PSOL Estadual organizará o debate "40 sem Che", no Sinsprev, em São Paulo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Pauta - Comitê contra a criminalização dos movimentos sociais

Pauta da reunião da última quinta-feira, dia 4 de outubro.

Informe
Lideranças dos estudantes da Unicamp falaram sobre o processo de perseguição por parte da Reitoria. Em razão desse processo 11 estudantes foram intimados, sendo que 7 deles foram indiciados. O mais grave é que, no momento, existe uma forte pressão por parte das chefias para que ajam unições.
MST informou sobre o inquérito aberto para 100 militantes do movimento, em razão da participação da ocupação da USP, em defesa da escola pública, ocorrida em agosto.

Avaliação

O governo Serra tem, de forma sistemática, reprimido qualquer tentativa de luta do movimento em razão do conflito de interesses.

Boa notícia
A sentença favorável que determinou a reintegração de Alex Fernandes (metroviário), demitido por justa causa junto com o companheiro Pazin, na greve contra a emenda 3 no mês de maio.

Campanha
Apresentação de uma idéia inicial de Campanha Nacional do Comitê e, depois de uma ampla discussão e várias contribuições de alteração, decidiu-se que faremos a definição de conteúdo da Campanha na próxima reunião, em que será aprovado texto do jornal, cartaz e adesivos.

Agenda
A próxima reunião do Comitê está marcada para o dia 15 de outubro ás 19hs, no Sinsprev.
A organização pede a gentileza de que todos ajudem na ampliação do Comitê e na divulgação e convocação das entidades para a reunião.

Bingo na Flaskô

No último sábado, a juventude do PSOL esteve no bingo na Flaskô, fábrica ocupada pelos trabalhadores em Sumaré SP.

Histórico
A fábrica foi ocupada há mais de 4 anos por 70 operários que tomaram o controle e voltaram a produzir.
A ocupação teve o apoio da comunidade, do Sindicato da categoria, Químicos Unificados de Campinas e Região e dos companheiros das fábricas Cipla e Interfibra (Joinville, SC). Os trabalhadores não aceitaram os ataques dos patrões e, depois de muita luta, conseguiram retomar a produção sob controle dos operários.

Assim como as demais fábricas ocupadas, a Flaskô só funciona sob muita luta e mobilização política. As enormes dívidas deixadas pelos antigos patrões ainda são um fantasma e acarretam processos judiciais e inúmeros problemas. As dívidas são em torno de 110 milhões, sendo 70% de impostos com o poder público.
Por outro lado, a fábrica já recebeu apoio de matéria-prima do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Desde o início, a Flaskô levanta a bandeira da estatização (função social e coletiva) como forma duradoura de manutenção dos empregos e dos direitos. O BNDES apresentou relatório conclusivo confirmando a posição dos trabalhadores da Flaskô ao propor a adjudicação das fábricas ocupadas pelo governo federal como única forma de salvar os empregos.

Fonte: Blog da Flaskô

Bingo
O mandato Marcela Moreira e o deputado Raul Marcelo, do PSOL, contribuíram diretamente com os trabalhadores da fábrica. A festa estava animada, com cinco rodadas normais, cinco extras e o prêmio máximo de 1 mil reais. Para ajudar na arrecadação, teve cantina com cerveja, refrigerante, caipirinha, pastel e churrasco no espeto. Muita dança, música e diversão. Na ocasião, ocorreu a divulgação da campanha "tirem as mãos da Venezuela", que terá uma manifestação no próximo dia 10 de outubro para os movimentos que apóiam a revolução venezuelana. As rodadas de bingo acabaram por volta das 0h30, mas a festa seguiu.

domingo, 7 de outubro de 2007

Che Guevara e os mimos da família Civita

Dar a patinha, rolar no chão e falar mal de tudo que cheire a povo são as eternas gracinhas da pet shop chamada Veja. Os Civita adoram mascotes. Têm vários.

Por Gilberto Maringoni

A humanidade sempre gostou de animais de estimação, mas agora o costume virou moda. Pet shops tomam conta das cidades brasileiras e roupas, brinquedos e alimentos especiais para bichinhos disputam um mercado crescente. Escolas especiais pipocam por toda parte, sofisticando a pedagogia caseira de ensinar mascotes a sentar, dar a patinha ou buscar objetos atirados ao longe. Todos gostam dessas companhias domésticas. Fazem a alegria das crianças.

Há uma família em São Paulo que parece adorar mascotes. É um clã de origem italiana, aqui radicado há décadas. Não se sabe bem o porquê, mas alguns de seus membros exibem socialmente um inconfundível acento novaiorquino. Manias, quem sabe. Trata-se da turma dos Civita, gente boa, com negócios para os lados da marginal Pinheiros.

Os Civita adoram mascotes. Têm vários. Um dos orgulhos de sua casa de negócios atende pelo nome de Diogo. Aliás, são dois os Diogos amestrados daquele – chamemos assim – lar da marginal. Vamos falar de um deles, o Diogo Schelp (tem o Mainardi, mas este fica para outra hora). O Schelp é um espécime reluzente. Dá a patinha, busca o que o dono mandar e não gosta do que os Civita não gostam. Coisa bonita de se ver. Diogo Schelp deve andar aí pela casa dos trinta anos. Tem futuro.

Cuba, Venezuela, MST etc.
Os Civita detestam tudo que cheire a povo. Externam especial repulsa por coisas como Cuba, Venezuela, MST e quejandos. Quando precisam propalar aos quatro ventos seus desapreços, chamam um dos Diogos. “Vem, Diogo, vem”. E Diogo – qualquer um deles – faz a alegria da família. “Vem, Diogo, vem, desce o chanfralho no Chávez, vem!”. E lá vai Diogo, correndo, mostrar o serviço.

Como toda boa família, os Civita têm sua sala de visitas, onde exibem tudo do bom e do melhor. A sala de visitas tem até nome. Chama-se Veja. Toda semana apresenta uma decoração nova, todas diferentes, mas iguais às anteriores, se é que dá para entender.

Diogo é um fenômeno, dizíamos. É bom também não confundi-lo com Dioguinho, apelido de Diogo da Rocha Vieira, famoso bandido e salteador que aterrorizou os sertões da Mogiana, entre o final do século XIX e inícios do XX. Dioguinho era bandido de aluguel, que agia em troca de bom soldo. Diogo, o Schelp não aterroriza ninguém.

Pois não é que depois de fazer das suas por várias vezes, exibindo língua solta contra a Venezuela e Cuba o Diogo resolveu voltar-se contra Che Guevara. Certamente fez isso depois de dar a patinha, rolar no tapete e pedir papinha, pois a vida não anda fácil.

Pérolas e olfatos
Diogo é uma graça. Ganhou uma capa – é capa da tal sala de visitas, a Veja – e mais um monte de espaço. Sua pérola chama-se “Che. Há quarenta anos morria o homem, nascia a farsa”. A obra é hercúlea. Diogo contou com a ajuda de outro civitete de estimação, um serzinho chamado Duda Teixeira. Para fazer das suas, foram falar com vários cubanos que, segundo ambos, conviveram com Che Guevara. Não foram a Cuba, mas entrevistaram quatro que moram na mais reluzente cidade latino-americana, chamada Miami. Tem uma comunidade cubana lá que é do balacobaco. Ajudaram a eleger George e seu irmão Jeb Bush. Gente fina.

Entre citações dos tais cubanos e sacadas próprias, a dupla DD (Diogo e Duda) saiu-se com estas:

“Che foi um ser desprezível”.

“Che tem seu lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história já arremessou há tempos outros teóricos e práticos do comunismo, como Lenin, Stalin, Trotsky, Mao e Fidel Castro”.

"Sua vida foi uma seqüência de fracassos".

Como a vida da dupla DD é uma seqüência de sucessos, eles podem dizer esta última frase de boca cheia. Certamente ambos vão revelar proximamente terem feito algo mais grandioso do que uma revolução nas barbas do império (desculpem o uso da expressão antiquada) ou de terem dado a vida defendendo o que pensam.

O mais legal é a especialidade olfativa dos DD. Sabem de cada uma. Vejam esta:

“Che (...) não gostava de banho e tinha cheiro de rim fervido".

Cheiro de rim fervido! Alguém sabe como é? Os DD, pelo visto, cultivam o salutar hábito de experimentar odores em busca de comparações espirituosas a pedido dos Civita.

E tem mais. Como estão fazendo graça, dando a patinha e tal, os DD não se preocupam nem mesmo em dizer uma coisa no início da matéria e desdizer a mesma coisa linhas abaixo. Pois vejam só:

“Desde o início, Che representou a linha dura pró-soviética, ao lado do irmão de Fidel, Raul Castro”.

Lá adiante, a dupla do barulho fala assim:

“Che também se tornou crítico feroz da União Soviética”.

Os Civita devem adorar. Os Civita gostam de dinheiro, poder e publicidade oficial, da qual suas revistas andam cheias. O governo deve gostar muito dos Civita e de seus mascotes, para dar esse ajutório todo.

Mas deve haver uma hora que os DD cansam um pouco a família lá da marginal. Mesmo vivendo toda hora na sala e se exibindo para as visitas, há sempre um perigo maior.

O de fazer xixi no tapete.

Foi o que aconteceu agora. Graça demais não tem muita graça não


Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista da Carta Maior, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Viva Che!!!!

Queimar a Veja!!!!!
Isto mesmo! Poderíamos fazer um ato em Memória a Che Guevara fazendo uma grande fogueira com pilhas de bobagens escritas (e não falo somente em relativo ao Che, basta pegar qualquer número desta porcaria chamada revista Veja)!!!!!

Aí vai um artigo massa:

Che Guevara abençoe a Amazônia!

Extra! Extra! LYNCHA a Veja! “Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura.", Che Guevara

Marcela Moreira

Terça-feira, dia 9 de outubro. Para alguns essa data nada significa, apenas mais um dia no calendário. Vou além, além data! Dia 9 de outubro de 1967 morria Ernesto Guevara Lynch de la Serna, mais conhecido como Che Guevara. Coincidentemente, estudando trabalhos do artista plástico Flávio de Carvalho, um amigo me contou que, ao relatar uma de suas intervenções, Flávio escrevera a palavra linchar com Y. LYNCHA. Foi assim que descreveu a reação da população diante de sua manifestação pública, pois foi isso que quiseram fazer com ele: linchar!
Vamos ao dicionário da língua portuguesa. ‘Linchamento: trucidamento de alguém pela multidão enfurecida’. Este processo sumário de julgamento e execução é originário dos Estados Unidos da América, e é conhecido como "lei de Lynch". O termo linchamento origina-se do nome de Charles Lynch, fazendeiro da Virgínia na segunda metade do século XVIII que, durante a guerra da independência dos Estados Unidos, instituiu um tribunal irregular que mandava para a forca cidadãos ainda leais à Inglaterra, e que também passou a julgar ladrões de gado e assassinos.
E foi aí que Che surgiu-me à mente: Ernesto Guevara LYNCH de la Serna! Lyncha! Lyncha! Lycha! É exatamente isso que a revista Veja desta semana faz com Che. Simplesmente lyncha! (me permitirei escrever com Y). Depois de ler centenas de inverdades em diversas publicações, ainda somos obrigados a ver esse tipo de posicionamento estampado nas bancas deste Brasil. Recuso-me a ficar calada diante destes “fatos” (falhos, diga-se de passagem). Um amigo disse-me o seguinte: “desmoralizar alguém baseado em preconceito é a arte da elite”.
Agora pergunto a todos vocês: lembram-se do senhor Fulgêncio Batista? Acredito que não. É mais fácil lembrarem da famosa foto de Che Guevara, captada por Alberto Korda, e agora estampada em camisetas, biquínis e tatuagens. Concordo que a imagem de Che banalizou-se, mas não pela sua História e sim pela ignorância popular. Pergunto novamente: quantos desses rapazes barbudos que usam boinas a ‘La Guevara’ sabem realmente quem foi Che? Mais simples ainda: quantos de vocês que usam camisetas estampadas sabem o que foi a Revolução Cubana ou quem ganhou? Novamente: quem foi Fulgêncio Batista?
Vou contar para vocês. Presidente de Cuba por duas vezes, Fulgêncio, em março de 1952, se mostrou um verdadeiro ditador (não digo isso baseada em minha subjetividade e sim em relatos históricos, ou seja, fatos). Passou então a governar como um verdadeiro repressor, contando com o reconhecimento diplomático dos EUA (leia-se: ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA) – qualquer semelhança com a atualidade é mera coincidência. Instaurou um regime autoritário, mandou prender os seus opositores e restringiu a liberdade através do controle da imprensa, da universidade e do congresso. Ou seja, implantou um regime ditatorial e repressivo. Sem contar a tutela política que os EUA exerciam sobre Cuba, controlando e subordinando comércio, exército e toda economia. E sabem quem libertou Cuba? Che Guevara em apoio a Fidel Castro, líderes da revolução que ficaram conhecidos como os “barbudos” em janeiro de 1959.
Foi aí que Cuba finalmente rompeu seus laços com os EUA e estreitou relações com a União Soviética, fato que resultaria no isolamento do País cubano. Pois bem, vamos à morte de Che Guevara. Morreu na Bolívia por um exército, mas adivinhem quem patrocinou a captura e o assassinato? A CIA (EUA). Alguma semelhança? Sim. Tenho mais semelhanças. Que tal a estrela vermelha em destaque na capa da revista? Infundados juízos de valor, julgamentos e subjetividades baseadas em políticas neoliberais e capitalistas. Agora, pergunto: quem comanda invasões no Irã, no Iraque? E quem comanda certas questões mundiais? Enquanto vocês pensam, eu peço a proteção de Che, que ele proteja nossa Amazônia!
O filósofo francês Jean-Paul Sartre exaltou Che como "o mais completo ser humano de nossa era". Lutar pela igualdade e pela liberdade de um País é algo digno de reverências eternas. Querem destruir o “mito”, como assim o intitulam na reportagem. Mas de mitos eu entendo bem. “O mito o ajuda a colocar sua mente em contato com a experiência de estar vivo. Ele lhe diz o que a experiência é”, Joseph Campbell em ‘O Poder do Mito’. Che nada mais é do que objeto da experiência, da consagração. E se fosse realmente perfeito não o adoraríamos (enquanto ídolo). E se é ídolo, há ideal! E sempre haverá um ideal! Nós, seres humanos, precisamos de um apelo para adoração e no caso de Che vem a sua militância, histórico de guerrilhas e própria história de vida, todos agregados a sofrimento. Peço a benção de nosso querido Ernesto Guevara LYNCH de la Serna. Diante de tudo isso, veja bem caro leitor. Lyncha! Lyncha! Lyncha a VEJA! Amém.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Plenária Estadual da marcha mundial das mulheres

Da organização Marcha Mundial das Mulheres/SP

Neste sábado, dia 06 de outubro, às 9hs, acontecerá a plenária estadual da marcha mundial das mulheres.
O local é a sala Sérgio Vieira de Melo, 1º subsolo, da Câmara Municipal de São Paulo (viaduto Jacareí, 100, Centro).

Assuntos em pauta:
No último encontro estadual da marcha, em São Paulo, ficou estabelecida a retomada das propostas feitas no pré-encontro; e a consulta das cidades do interior para marcar uma nova data, definir local e propor uma programação para o próximo evento.

Para o dia 17 de outubro:
Terá um seminário cujo tema central é a integração e a soberania alimentar; e uma ação de rua pelo questionamento da política do município em relação à merenda escolar -- caso Nestlé.

Avaliação do Grito dos Excluídos
Não foi possível avaliar o grito nas últimas reuniões, a proposta é fazer a avaliação nesta plenária junto com as outras atividades.

Todos e, principalmente, as mulheres, compareçam!